Adeus ao hardware: por que os consoles devem sumir até 2035

Redação Stey Post

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Adeus ao hardware: por que os consoles devem sumir até 2035
Foto: Reprodução / spacemoney.com.br

Olhe bem para o seu videogame hoje porque ele pode ser um dos últimos que você vai ter na estante. Um levantamento recente da Bloomberg Intelligence colocou uma data de validade na indústria de hardware tradicional. A estimativa é que o mercado de jogos via nuvem alcance 38 bilhões de dólares até 2035. Esse salto financeiro sugere que a fabricação de aparelhos dedicados vai perder o sentido comercial, empurrando os jogadores para um modelo de consumo totalmente digital e sem dependência de processadores locais.

A conveniência contra a latência

O movimento não é uma surpresa para quem acompanha a estratégia da Microsoft com o Game Pass ou as investidas da Sony no setor. Manter uma infraestrutura de produção e distribuição de caixas pesadas é caro e ineficiente perto da escala que o software permite. O objetivo das grandes empresas é transformar o jogo em um serviço de assinatura puro, removendo a necessidade de investir milhares de reais em um console novo a cada sete anos. Para o bolso do consumidor médio, a promessa de rodar um título de última geração em uma TV barata ou em um tablet é tentadora demais para ser ignorada.

No entanto, essa transição ignora um detalhe fundamental que é a qualidade da conexão global. Enquanto grandes centros urbanos já flertam com velocidades altíssimas, boa parte dos jogadores ainda sofre com atrasos de resposta que tornam qualquer partida competitiva impossível via streaming. Se a indústria realmente pretende desligar as fábricas de consoles daqui a uma década, o investimento em infraestrutura de rede precisa ser tão agressivo quanto o marketing dos novos serviços. O futuro parece ser um mundo onde ninguém é dono do que joga, apenas aluga o acesso a um servidor distante enquanto a internet permitir.

Foto de Capa: Reprodução / spacemoney.com.br • Fonte Original: spacemoney.com.br

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